Roberto William é Baixista, compositor, e pesquisador do Baixo-Elétrico. Nas horas vagas é molestador de sintetizadores e usuário de entorpecentes sonoros.

Um breve histórico...

Publicado em 18/10/2007

Mais de 50 anos passaram desde que o saudoso Leo Fender resolveu inovar e utilizar os adventos da eletricidade para a reprodução das nossas queridas frequências graves. Desde então muitas inovações técnicas e tecnológicas têm ocorrido. Acredito que ambos os desenvolvimentos estão interligados. Inovações técnicas exigiram inovações tecnológicas, que por sua vez permitiram uma nova visão do próprio papel do instrumento na estrutura musical. Tudo bem, Jaco Pastorius chocou o mundo em um "simples" Fender Jazz Bass. Mas entendam que na época muitos ainda "torciam o nariz" para Baixos-Elétricos e preferiam ficar com os bons e velhos Rabecões. Fora isso, lembrem-se que, ainda antes de Jaco, tivemos uma outra inovação, o Baixo Fretless. Quando no início da década de 60, Bill Wyman, Baixista e co-fundador dos Rolling Stones, ainda tocando no Cliftons retirou os trastes de um Baixo japonês, mal sabia ele que esse "regresso" ao braço do Baixo-Acústico tornar-se-ia uma das características principais de Jaco Pastorius, o maior Baixista da história, que mostrar-se-ia ao mundo alguns anos depois. Esse Baixo customizado pelo próprio Wyman pode ser ouvido na música "Paint it Black" dos Stones.

Tivemos outras variações e inovações... 5, 6, 8 cordas, circuitos eletrônicos, Baixos stereo, pontes flutuantes, pontes independentes, braços inteiriços, tarrachas que descem 1 tom automaticamente e até Baixos com fretless " opcional". Isso tudo sem falar do desenvolvimento de amplificadores e módulos periféricos de efeitos, especiais para atuarem nas faixas de frequências graves. Sendo que hoje em dia, com a popularização do Homestudio, temos a possibilidade de alterar e moldar completamente o timbre do Baixo com o uso de softwares VST. Como lidar e aproveitar todas essas possibilidades que nos foram apresentadas no decorrer desses curtos 50 anos? A primeira e mais importante resposta a essa pergunta seria nos livrar de todo e qualquer preconceito e paradigma. É muito fácil termos um receio inicial em se tratando de utilizar algo novo, pois geralmente o "velho" ainda funciona muito bem e, "não se mexe em time que está ganhando" (odeio esse adágio). Falo não só do desenvolvimento tecnológico, mas também da parte estético-musical e técnica aplicada ao instrumento em si.

O universo compreendido entre 31~523Hz é enorme. Embora muito já tenha sido explorado, há caminhos ocultos ou praticamente virgens. Cabe a nós, Baixistas "exploradores", desbravarmos os que ainda foram pouco explorados, ou mesmo (porque não?) nunca vistos! Numa época de informação global, internet, comunicação sem limites, blogs, fóruns, podemos ousar dizer que a criatividade, e apenas ela, pode nos impor limites. O que realmente conta, é a necessidade criativa, que por si só gera idéias. Uma nova técnica, um acessório inovador, ou o que quer que nos leve a pensar sempre à frente. Nossos Baixistas "antepassados" já nos deixaram um grande legado de desenvolvimento, nos resta dar continuidade ao processo criativo que nos levará a caminhos ainda não revelados... e acreditem... esses caminhos existem. Arrumem as malas... digo... os cases... coloquem cabos e cordas reservas para a viagem que será muito longa, aos que usam circuitos/captadores ativos favor levar baterias reservas, e apertem os cintos! Quer dizer... as correias!

Comentários para este artigo

  • Fabrício Mendonça em 28/11/2007 às 19:11:00 Parabéns pelo artigo nuke, ficou realmente muito bom. Que venha o próximo! :D
  • William Parron em 15/01/2008 às 08:51:46 Excelente estréia. Estudar, pesquisar e buscar novas possibilidades é o que vai fazer com que o contrabaixo conquiste cada vez mais espaço e aceitação aos ouvidos do grande público. Parabéns aos organizadores pela iniciativa de criar mais esse espaço para troca de idéias e difusão de conceitos. Abs
  • Adam Basílio em 15/01/2008 às 10:15:54 Muito bom o artigo! Gostei do final ^^ Mas é exatamente isso que se deve fazer.Vivemos na era da informação! Com um mundo de informações ao nosso redor, ficar parado é sinônimo de fracasso. Temos que nos mexer sem medo de errar.
  • nukebass em 15/01/2008 às 16:02:02 Fico feliz de terem gostado! Tenho praticamente uma história de amor com esse instrumento, que mudou minha vida em 1997. A música é capaz de mudar completamente os caminhos de um ser humano. Espero contribuir com o pouco de conhecimento que adquiri e também aprender ainda mais. Esse ambiente vai favorecer a todos nós ;-) Forte abraço!
  • Felipe em 17/01/2008 às 23:23:00 parabéns cara, muito bom o texto. e que venham as inovações no campo do baixo elétrico.
  • Luiz Neto em 24/01/2008 às 02:54:44 Muito bom!!!!
  • tiago em 16/03/2008 às 12:15:07 isto e mesmo uma muito bonito e no mesm tempo um porra porque temos que ler o texto todo
  • joão Pedro Raposo Garcia em 16/03/2008 às 12:19:13 parabens ,a você hoje é o seu dia cara parabans !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! e o meu dia de aniversario e no dia 11/01/1996
  • Gilberto em 27/11/2008 às 22:31:06 o ferencem mi um curso de muisica porfavor Deus vos abesoe
  • felipbass em 22/05/2009 às 13:32:48 muito bom parabén pelo artigo...........revolucinemos
  • Luis Rafael Alves Peixoto em 01/12/2009 às 10:51:44 O texto ta excelente, mas nao o que quero.LLLLLLLLLLLLOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL XD
  • oo7girl em 23/07/2010 às 06:45:45 adorei!não li ,mas adorei achei que era grande de mais

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